Sabe aquela liberdade que você tem quando chega em casa tira a roupa e se joga na cama? E aquela que você tem quando entra em um lugar ou senta em uma mesa em que todos são conhecidos e praticamente melhores amigos? É o sentimento de quando você esta à vontade, quando nada te incomoda. Você sente isso na sua casa, ou em uma casa conhecida e frequentada. Você sente isso perto dos seus amigos, seus melhores amigos, aonde você pode falar o que quiser e fazer o que quiser. É o sentimento de estar em casa, sempre!
Eu amo a minha casa. É o lugar onde opto por ficar 80% do meu tempo. É o lugar no qual eu posso acordar de cueca e ir até o banheiro de pau duro e mijar proferindo um gemido de satisfação.

Enfim, meus amigos costumavam ser minha segunda casa. Mas nos separamos, existem quatro remanescentes e procuramos sempre sair e mostrar aos outros que não precisamos deles pra nada. Na minha opinião é disso que se trata as nossas saídas, por que mais então iriamos pra uma casa na praia num sábado chuvoso? Esses quatro são ótimas pessoas. Eu gosto muito deles, são amigos incompraveis. Mas, não existe mais aquela sensação de estar em casa como existia antigamente. Eu me esforço, talvez não esteja me esforçando o bastante, mas faço o que posso. Sinto falta dos meus amigos, aqueles com quem eu passava mais tempo, com quem eu articulava as piadas e com quem eu seguia madrugada à dentro me embreagando e falando besteira sobre coisas sérias. Meu contato com eles não foi totalmente cortado, seria exagero meu dizer isso. Vejo um deles se esforçando mais a cada dia que passa, pra voltar a ser como antes. Devo frisar porém, um esforço inútil. As coisas nunca voltarão a ser como antes. Lamento dizer e sinceramente espero estar errado, mas, nunca mais nos sentiremos em casa se por acaso voltarmos ao passado. Não que eu acredite que iremos voltar.

Acabei de ler O Hobbit – J. R. R. Tolkien que é muito bom. Comprei um pocket de Caninos Brancos – Jack London e um normal de Encontro Marcado – Fernando Sabino que começarei a ler agora. Passei da revista #50 de Preacher, e essa hq só melhora, é incrível. Vou encomendar meu porta livros para colocar na parede e a próxima compra de livros podem ser em breve, minha mãe vai viajar pra Santos e tem um sebo bem lá perto, acho que ela deve trazer alguns pra mim e devo comprar dois na Submarino.

Comecei e terminei de ver Californication e com o primeiro episódio ela entrou no meu top 10, com o final da segunda temporada ela entrou no meu top 3. A série é do caralho, literalmente. É filme pornô disfarçado de dramédia. E o mais interessante é que tem partes de filme pornô na série mesmo.

A minha falta de capacidade mental e teimosia me levam sempre à questionar o amor. O porque de senti-lo e como saber quando realmente estamos o sentindo. A maior de todas as minhas dúvidas é a última. Esbravejo palavras de defesa à minha opinião e as vezes até de ofensa à opinião alheia na tentativa de invadir a cabeça do meu adversário no debate com a minha maneira de enxergar esse que diversas vezes não ouso nem nomear como sentimento. Vamos ao fato que me levou à escrever novamente sobre isso:

Uma frase: “As pessoas estão tão desesperadas em sentir alguma coisa que não conseguem decifrar o que realmente estão sentindo”.
Essa frase define totalmente o que eu sempre tento dizer. Desespero. Essa é a palavra que eu estava procurando. Tão simples e tão longe de minha mente doente. Pressa em definir o que ainda não conhecem. É como na refilmagem de “O Dia Em Que a Terra Parou” quando Klaatu quer conversar e antes até de o darem o direito da palavra ele ja está classificado como ameaça. Não que eu os culpe, mas custava perguntar “Porque motherfucker?”. Voltando ao assunto, é difícil educar as pessoas sentimentalmente falando quando tudo que eles querem é ter o que é visto no cinema e na televisão, o que eles ouvem na música ou o que eles lêem em alguns livros melosos. A dupla sertaneja do momento por exemplo canta: “Tem que ser você, sem porquê sem praquê”, sei lá se essa frase saiu daquele intelecto minúsculo de algum deles ou se copiaram (essa na verdade seria opinião), o que importa é que milhares e milhares de garotas gostosas e de marmanjos imbecis ouvem e acreditam nisso. É CLARO QUE TEM QUE EXISTIR UM PORQUÊ! COMO VOCÊ VAI TER CERTEZA QUE VOCÊ QUER AQUELA PESSOA SEM NENHUM PORQUÊ? Imagina:

– Tô apaixonado pela Renatinha cara.
– Sério? Que bom pra você cara, é bom te ver feliz.
– É bom estar feliz.
– Posso fazer um comentário e uma pergunta?
– Claro porra.
– O que você viu nela? Tipo, vocês não tem nada haver um com o outro. Porque você se apaixonou por ela?
– Ahh, porque sim.

Sério? Sério? Pelo menos é melhor que destilar clichês que na verdade nem existem. É claro que existe aquela mulher com aquela falha no sorriso que você tanto gosta, aquele olhar meio abusado ou talvez até aquela boca saliente. E clichês as vezes são verdadeiros e até podem ser romanticos. Mas concordemos que na maior parte do tempo são mentiras.

Acho que no meu caso, eu me apaixonaria por alguém que soubesse discutir comigo e que entenda uma parte das minhas piadas que ficam sem entendimento. Alguém que tenha paixão por discutir, e paixão por defender aquilo em que acredita. Claro que beleza é sempre bom. Mas essa é a minha exigência em namoradas, na verdade acho que alguma que não seja assim não me aguentaria por muito tempo. Pelo menos é o que dizem minhas amigas.

Para finalizar quero falar um pouco do título. O título é uma parte da música “Love Of My Life” do Queen e me faz lembrar da enorme quantidade de divórcios. Divorciar-se não é algo horrível, as vezes não dá certo, nada é pra sempre. Mas você sempre tem que levar em conta uma coisa, essa pessoa te ama tanto quanto você ama ela? Não tem nada pior do que um coração partido. E não tem nada pior do que desejar, nem que seja por segundos, apagar tudo aquilo que você viveu com outra pessoa. Ainda mais quando durante todo esse tempo vivido, as coisas estavam perfeitas para você.

O sentimento de invencibilidade que a adolescencia lhe fornece é sempre comentado por mais velhos. Eles comentam que com o tempo, esse sentimento desaparece. Que você percebe que tem coisas à perder e que essas coisas tornam-se mais importantes do que fazer loucuras que criam histórias que serão contadas durante anos. Eu amo esse meu sentimento. Eu não quero perde-lo, mesmo tendo a certeza de que será necessário e inevitável. Essa é uma daquelas coisas que perdemos pra melhor ou pra pior e disso não podemos ter certeza. Voltando ao sentimento de invencibilidade, é difícil beber até cair quando ao voltar pra casa tem de encarar mulher e dois filhos, ou entrar em uma briga quando sabe que seus adversários podem ser mais do que simples marmanjos querendo liberar um pouco de testosterona e que o final não pode ser tão bom quanto sentados na calçada da casa de um amigo contando hematomas.

O problema é. Eu quero ter filhos. Eu quero ter uma família. Mas eu não quero perder isso, eu não quero deixar de chegar em casa com a luz da manhã machucando os olhos. E uma coisa prometo: Vou me manter um muleque invencível pelo tempo que puder. Minha vida não está uma loucura como foram anos atrás. Meus amigos começam a dar sinais de que estão mais cuidadosos, trabalhando e namorando sério. Levando a vida como nem eles achariam que estariam nesse momento da vida. Ainda tenho esperanças de que as coisam voltaram a ser como eram. E de que teremos pelo menos mais uns cinco anos de perfeita loucura. Não quero ser patético ao extremo quando chegar aos 80 e não ter histórias para contar aos meus netos não é?

No post sobre minhas metas para 2009 comentei que minha virada de ano seria em casa fumando um charuto e bebendo uma cerveja importada. Sozinho. Disse até os motivos. Expliquei que acreditava que essa seria a maneira certa de acabar um ano tão ruím como o de 2008.

No aniversário de um amigo meu e sua irmã, alguns dias antes do último do ano, resolvemos o que fazer. Iriamos outra vez para Guarapari. Mas dessa vez iriamos de uma maneira mais aventureira. Acho que aventureira é uma palavra muito forte, que pode soar como se fosse algo que nunca tinhamos feito. Acho que a maneira certa de dizer seria independente. Por que toda virada de ano que passamos em guarapari temos muito dinheiro e lugar pra ficar, e ficavamos pelo menos quatro dias. Desta vez, com menos dinheiro e sem lugar pra ficar. Fomos com o carro da minha família e voltamos na madrugada do primeiro dia. Madrugada eu digo as 06 da manhã.

Ter o que reclamar, todos vão ter, sempre! Mas vamos nos focar no lado bom dessa véspera.
Apesar de não termos combinado nada, encontramo-nos praticamente todos em Guarapari. Quem disse que iria e quem disse que não iria.
A queima de fogos não foi muito diferente do ano passado, à não ser pela ótima surpresa que tivemos com o apagão total das luzes da orla da praia, deixou o ambiente muito bonito.
As mulheres, owwww as mulheres. Guarapari cada vez mais cresce em beleza. As mineiras ajudam muito.

Enfim, foi bom. Melhor do que poderia ser. Vamos esperar que a de 2009 seja ainda melhor. Na verdade, vamos esperar que 2009 inteiro seja ainda melhor, o que não vai ser muito difícil. Já estou com os planos que logo logo irei divulgar por aqui.

Acabo agora com um poema de Carlos Drummond de Andrade.

Tempo

Quem teve a idéia
de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial,
industrializou a esperança,
fazendo-a funcionar
no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.

Aí entra o milagre da renovação
e tudo começa outra vez, com outro número
e outra vontade de acreditar
que daqui por diante vai ser diferente.

-

Tenha um ótimo novo ano.

Acabei de ler O homem duplicado de josé saramago. José Saramago realmente conseguiu me surpreender, a maneira como ele escreve é interessante, mas cansativa. O começo do livro não me chamou muito a atenção, mas eu insistia em saber o que Tertuliano Maximo Afonso faria com o caso do seu duplicado. E isso valeu à pena, porque o final do livro é totalmente sensacional.
Comprei O Hobbit e O Silmarillion, ambos de J. R. R. Tolkien e também Nêmesis de Agatha Christie.
Acho que começarei O Hobbit ainda essa semana.

Acabei de ver a série Angel e a quinta temporada realmente melhorou muito com relação as outras. Comecei a ler Angel: After the fall que é dukaralho e totalmente esqueci do meu vício em preacher, volto hoje, na verdade volto agora.
Lí uma mini-HQ de Planetary e parece ser interessante.
Estou vendo os episódios finais de Boston Legal. Ninguem tem a paixão de Alan Shore.
Estou com saudades de House, mas é melhor deixar acumular pra ver vários episódios.

Fitando indeciso o teto daquele quarto absurdamente caro de motel. Pensando em como começar aquele que seria o golpe final de um relacionamento de altos que em outros relacionamentos seriam considerados baixos e de baixos que não existem em outros relacionamentos. Mais de duas semanas pensando em como fazer, e provavelmente depois de horas de sexo inacredivalmente químico não fosse a melhor escolha. Mas naquele dia ele levantou, olhou no espelho e despejou as palavras que todos os dias assombravam sua mente, mas nunca se tornavam reais, “De hoje não passa”. Após fazer a única coisa que provavelmente souberam fazer nesses cinco meses de namoro, ela amarrada no peito dele como um nó e ele com a mesma indiferença que trata sombras no escuro. Ele começou o que não saberia acabar, mas pelo menos começou.

- desculpa – sim, ele começou se desculpando.
- porque? foi tão bom.
- não estou falando do sexo, estou falando de nós.
- me explique melhor.
- desculpa por não ter sido quem você precisava que eu fosse.
- e porque você pensa que não foi quem eu precisava que você fosse.
- eu realmente preciso responder essa pergunta?
- claro. a não ser que você tenha se apoderado de maneiras para ler minha mente, eu não acredito que você possa saber isso.
- não é hora pra brincadeiras.
- não estou brincando. e tambem não se engane, não estou dizendo que somos perfeitos um para o outro. como casal conseguimos ser piores do que como seres humanos.
- você não consegue parar de brincar.
- já disse que não estou brincando.
- de qualquer maneira. acho que não devamos continuar sendo esse desastre como casal.
- todo dia repito a mesma coisa pra mim mesma.
- e porque nunca me disse?
- você sabe porque eu nunca te disse, não somos o tipo perfeitinho de casal que supostamente divide todos os fantasmas da vida.
- e eu gosto disso em nós.
- então me diga o que não gosta em nós?
Enquanto ela continuava enlaçada nele como se nada estivesse acontecendo, ele levou mais ou menos um minuto e meio para não encontrar resposta e tentar um clichê que poderia funcionar.
- nós brigamos muito.
- não sabia que isso te incomodava, que eu me lembre, nossas brigas filosóficas te agradavam muito.
- exatamente, me agradavam.
- então você quer uma namorada fofa que te mande quinze mensagens por dia no celular e te ligue à noite para conversarem sobre a inutilidade de mais um dia vazio?
- não, deus, não. acho que não aguentaria.
- então o que você quer?
Mais uma vez pensando, ele sabia que não seria uma boa idéia, ela é muito mais inteligente que ele e ele não tinha pensado o bastante nos motivos, só sabia que algo o estava incomodando.
- vou ser sincero com você. eu não sei o que quero. eu não sei nem se quero algo. você foi tudo que pedi por um bom tempo e quando te encontrei realmente acreditei que poderia ser para sempre.
- mas?
- mas algo está errado.
- algo está errado e você não sabe o que é?
- exatamente.
- e você quer terminar o namoro por que algo está errado e você não sabe o que é?
- sim.
- então porque diabos começou se desculpando?
- não sei. acho que me culpo por não ter dado certo. eu queria muito que desse certo.
Nesse momento ela desgrudou dele e colocou a blusa. Levantou de blusa e calcinha. Ela era muito mais bonita do que ele se lembrava. O contorno dos seios e as pernas brancas o atraim dessa vez como há tempos não haviam feito. Ela entrou no banheiro. Ele sabia que não era para chorar, – ela não é do tipo que chora – era pra pensar – ela adora pensar olhando no espelho. Lá de dentro veio um barulho que ele não pôde reconhecer, então ele levantou e perguntou.
- você disse algo?
- sim, disse. me decidi. não vou brigar com você por você querer terminar comigo. não sou tão patética. mas não se desculpe novamente. isso ofende minha inteligente, eu não estaria com você se não achasse que você fosse exatamente o que eu precisava.
- então realmente acabou?
- acho que sim.
- você me aconselhou a não fazer isso, mas como eu nunca ouço seus conselhos. me perdoe.
Ela simplesmente olhou os dois reflexos naquele espelho enorme. no reflexo dele os olhos começavam a brilhar, molhados de lágrimas que não saberiamos se eram de alegria ou tristeza. no reflexo dela o que sempre existiu, força. mesmo que ela tenha acabado de perder a única coisa em que ela conseguia se apoiar.

O que aproveitar o momento significa? Para alguns pode ser ir à festas todo final de semana e beber litros e litros de álcool, para outros ficar em casa lendo um ótimo romance ou pode ser até uma junção dos dois, sair para ler um ótimo romance.

Nota-se que é algo que se define de pessoa para pessoa. Que o nosso aproveitamento do momento talvez não seja igual à outros. Falei em outro post da inacreditavel força do julgamento – que por teorias minhas tem vida própria dentro de nós – e quero deixar bem claro que esse não é um post para julgar pessoas que gostam de passar os momentos fazendo coisas com que eu não concordo, até mesmo contra a lei ou os direitos humanos. Não ligo para os direitos humanos e não ligo para a lei, sei que minha opinião não contará em nada se eu achar certo ou errado o que fulado ou sicrano faz em seu tempo livre.

Estou aqui para falar do meu tempo livre, do meu carpe diem, que no momento é indefinido. Adoro sair e beber e adoro ficar em casa lendo um ótimo romance. Não tenho certeza qual dos dois me agrada mais, mas, de uma coisa tenho certeza, eu não preciso ter pressa para definir algo que não fará a miníma diferença. Porque não fazer os dois? Hoje em dia uma coisa que as pessoas dizem muito – até eu usei aqui em um post – é a importância de se definir, de saber quem você realmente é, mais uma das porcarias psicológicas do século XX. Acabo de perceber que isso não é tão importante quanto dizem ser. Se te faz feliz comer mulheres e dar para homens, porque não? Se te faz feliz torcer pro vasco e pro Flamengo, porque diabos não?

Carpe diem não significa aproveitar o momento para que os outros olhem para você e te vejam como alguém super certo, seguidor da palavra de deus e preocupado com as crianças na África. Carpe diem significa as pessoas olharem pra você e as vezes te acharem um completo lunático, e mesmo assim um sorriso surgirá no seu rosto. Fazer o que você quer, quando você quer, na quantidade que você quer. Sim, pode ser algo errado. Não estou nem aí, tenho minhas crenças é claro, mas meu julgamento nunca deve ser importante pra você, o que deve contar é o seu julgamento e as vezes quem sabe o das pessoas que tu amas e que te amam. Digo as vezes quem sabe porque até esse não deve vir antes do seu. Alguns podem pensar que estou a influenciar estupradores à estuprar ou assassinos em série à sair por aí deixando seu rastro de sangue. Talvez eu realmente esteja, mas, o que seria do livro da nossa vida se ele não fosse realmente escrito por nós? Uma biografia que não é escrito pelo próprio homenageado nunca contém tudo e quase nunca contém o mais importante.

Resumindo seria praticamente isso: Se tu queres matar, se é realmente isso que tua mente lhe pede para fazer, mate. Mas, se uma coisa dentro de você lhe diz para matar, mas você sabe que é algo errado e não quer realmente fazer aquilo, esta aí, respondida sua pergunta, não faça. O que importa é fazermos o que achamos certo, prejudicando ou não alguém. Em um mundo onde geleiras gigantescas derretem e aumentam cada vez mais o nivel da água, em que o calor vai ficando cada vez mais insuportável e em que países tem armas bioquimicas e nucleares, não podemos esperar à morte. Porque todos sabemos, ela vai chegar. E como diz Dr. House, você vive com honra, mas nunca morre com ela.

Lendo um post no blog papodehomem sobre o fato de odiarmos o Brasil me deu vontade de escrever sobre o mesmo assunto.

Antes diziam que as pessoas só amavam ou demostravam o amor pelo Brasil em época de copa do mundo, hoje em dia podemos ver que já não somos unanimidade nem no futebol. A nova mania do brasileiro é torcer por outras seleções. O patriotismo ficou para trás, o objetivo agora é ganhar dinheiro e mudar de país, antes era sair do país para ganhar dinheiro.

Odiamos nosso país com razão, não posso negar. A violência é caótica, vendo o jornal nacional ontem me deparo com a pesquisa de que houveram mais assassinatos aqui do que no Iraque em guerra. Óbvio que temos que levar em conta o tamanho do Brasil e o tamanho do Iraque, mas mesmo assim é de assustar. Temos vários outros problemas, esgoto, trânsito, probeza, fome e etc…
Burro seria a pessoa que pensasse que isso é fantasia em outros países, problemas existem em todos os lugares.

É bonito ver como as doações para a tragédia de santa catarina andam mais do que bem, brasileiro é solidário diz minha mãe, depois que ela disse isso até pensei em escrever algo aqui sobre o assunto, mas me deparo com a notícia de que as pessoas estavam saqueando supermercados e vendendo um misero pão francês por três reais. Maçãs podres em uma cesta disse o autor do post no papodehomem, concordo que não devemos julgar por exceções, mas esses somos nós e isso é o que mais fazemos. JULGAR, essa deveria ser a palavra à definir não só brasileiros mas seres humanos. Julgamos sim, quando vamos à outro país, como citou o autor do post, vemos coisas diferentes do Brasil e julgamos, ‘como aquele cara pode se vestir daquele jeito o dia inteiro?’ ou ‘como você quer que eu coma isso todos os dias?’, e não me venha com surpresas, isso vem de ambos os lados. Costume seria a palavra mágica pra vários julgamentos premeditados, ficamos 5 dias em new york, não vemos nada de interessante e saimos por aí dizendo que não é metade do que se fala. Não temos nem o costume de tentar entender. Eu adoro o rio de janeiro, eu gosto da bagunça, eu adoro o sistema de transporte – pelo menos é melhor do que no ES -, o cristo redentor é lindo, mas quando vejo minha prima dizendo que o sonho dela era morar no rio por conta da beleza meio que concordo e meio que me irrito. O Espirito santo não deve nem uma nota pro rio de janeiro em beleza, as montanhas de pedra azul são sensacionais, todas as praias são ótimas – e eu não estou falando de coqueiral e praia da costa, estou falando de TODAS.

Escapei muito do ponto de vista do começo que era o patriotismo, quer dizer, escapei em parte.

Devemos amar o que temos é o que ouço sempre, mas eu digo que primeiro temos que conhecer o que temos. Minha prima pode dizer que odeia o espirito santo e ama o rio de janeiro porque o rio que ela conhece é o das novelas. E o que eu digo pro autor do post que ja citei é que todos os lugares tem suas atrações, depende de quem te mostra. Tenho certeza que se eu mostrar o espirito santo pra alguem a pessoa ficará apaixonada como eu mas se minha prima mostrar…

Pontos de vista champs, pontos de vista. Fisica pura.

Acabei Memória de minhas putas tristes do Gabo que é muito foda e comprei e comecei a ler O Homem Duplicado de José Saramago que está evoluindo muito bem.

Pretendo comprar a trilogia Senhor dos Aneis e O Hobbit.

Estou lendo muitas hqs, li todas as 75 edições de Sandman e algumas da Morte e Orpheus, que por sinal são muito boas e agora estou lendo Preacher que me faz rir e ficar surpreso a cada página. Também estou lendo a Oitava temporada de Buffy: The Vampire Slayer e até o final de semana que vem acho que acabo de ver a quinta temporada de Angel e vou começar a ler Angel: After the Fall. Sem esquecer das hqs Spike vs Dracula e Spike and Dru, Spike é com toda a certeza um dos personagens mais interessantes do universo buffy e trás comédia e drama ao mesmo tempo toda vez que aparece, pelo pouco que vi em Angel ele dará uma qualidade maior à quinta temporada e tomara que volte ao nível. Também lí o prequiem de Supernatural que não é tão interessante. Depois de Preacher provavelmente lerei Y: The Last Man.

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