janeiro 2009
Arquivo mensal
janeiro 27, 2009
Sabe aquela liberdade que você tem quando chega em casa tira a roupa e se joga na cama? E aquela que você tem quando entra em um lugar ou senta em uma mesa em que todos são conhecidos e praticamente melhores amigos? É o sentimento de quando você esta à vontade, quando nada te incomoda. Você sente isso na sua casa, ou em uma casa conhecida e frequentada. Você sente isso perto dos seus amigos, seus melhores amigos, aonde você pode falar o que quiser e fazer o que quiser. É o sentimento de estar em casa, sempre!
Eu amo a minha casa. É o lugar onde opto por ficar 80% do meu tempo. É o lugar no qual eu posso acordar de cueca e ir até o banheiro de pau duro e mijar proferindo um gemido de satisfação.
Enfim, meus amigos costumavam ser minha segunda casa. Mas nos separamos, existem quatro remanescentes e procuramos sempre sair e mostrar aos outros que não precisamos deles pra nada. Na minha opinião é disso que se trata as nossas saídas, por que mais então iriamos pra uma casa na praia num sábado chuvoso? Esses quatro são ótimas pessoas. Eu gosto muito deles, são amigos incompraveis. Mas, não existe mais aquela sensação de estar em casa como existia antigamente. Eu me esforço, talvez não esteja me esforçando o bastante, mas faço o que posso. Sinto falta dos meus amigos, aqueles com quem eu passava mais tempo, com quem eu articulava as piadas e com quem eu seguia madrugada à dentro me embreagando e falando besteira sobre coisas sérias. Meu contato com eles não foi totalmente cortado, seria exagero meu dizer isso. Vejo um deles se esforçando mais a cada dia que passa, pra voltar a ser como antes. Devo frisar porém, um esforço inútil. As coisas nunca voltarão a ser como antes. Lamento dizer e sinceramente espero estar errado, mas, nunca mais nos sentiremos em casa se por acaso voltarmos ao passado. Não que eu acredite que iremos voltar.
janeiro 17, 2009
Posted by henriqeu under
HQs,
Livros,
Séries Leave a Comment
Acabei de ler O Hobbit – J. R. R. Tolkien que é muito bom. Comprei um pocket de Caninos Brancos – Jack London e um normal de Encontro Marcado – Fernando Sabino que começarei a ler agora. Passei da revista #50 de Preacher, e essa hq só melhora, é incrível. Vou encomendar meu porta livros para colocar na parede e a próxima compra de livros podem ser em breve, minha mãe vai viajar pra Santos e tem um sebo bem lá perto, acho que ela deve trazer alguns pra mim e devo comprar dois na Submarino.
Comecei e terminei de ver Californication e com o primeiro episódio ela entrou no meu top 10, com o final da segunda temporada ela entrou no meu top 3. A série é do caralho, literalmente. É filme pornô disfarçado de dramédia. E o mais interessante é que tem partes de filme pornô na série mesmo.
janeiro 13, 2009
A minha falta de capacidade mental e teimosia me levam sempre à questionar o amor. O porque de senti-lo e como saber quando realmente estamos o sentindo. A maior de todas as minhas dúvidas é a última. Esbravejo palavras de defesa à minha opinião e as vezes até de ofensa à opinião alheia na tentativa de invadir a cabeça do meu adversário no debate com a minha maneira de enxergar esse que diversas vezes não ouso nem nomear como sentimento. Vamos ao fato que me levou à escrever novamente sobre isso:
Uma frase: “As pessoas estão tão desesperadas em sentir alguma coisa que não conseguem decifrar o que realmente estão sentindo”.
Essa frase define totalmente o que eu sempre tento dizer. Desespero. Essa é a palavra que eu estava procurando. Tão simples e tão longe de minha mente doente. Pressa em definir o que ainda não conhecem. É como na refilmagem de “O Dia Em Que a Terra Parou” quando Klaatu quer conversar e antes até de o darem o direito da palavra ele ja está classificado como ameaça. Não que eu os culpe, mas custava perguntar “Porque motherfucker?”. Voltando ao assunto, é difícil educar as pessoas sentimentalmente falando quando tudo que eles querem é ter o que é visto no cinema e na televisão, o que eles ouvem na música ou o que eles lêem em alguns livros melosos. A dupla sertaneja do momento por exemplo canta: “Tem que ser você, sem porquê sem praquê”, sei lá se essa frase saiu daquele intelecto minúsculo de algum deles ou se copiaram (essa na verdade seria opinião), o que importa é que milhares e milhares de garotas gostosas e de marmanjos imbecis ouvem e acreditam nisso. É CLARO QUE TEM QUE EXISTIR UM PORQUÊ! COMO VOCÊ VAI TER CERTEZA QUE VOCÊ QUER AQUELA PESSOA SEM NENHUM PORQUÊ? Imagina:
– Tô apaixonado pela Renatinha cara.
– Sério? Que bom pra você cara, é bom te ver feliz.
– É bom estar feliz.
– Posso fazer um comentário e uma pergunta?
– Claro porra.
– O que você viu nela? Tipo, vocês não tem nada haver um com o outro. Porque você se apaixonou por ela?
– Ahh, porque sim.
Sério? Sério? Pelo menos é melhor que destilar clichês que na verdade nem existem. É claro que existe aquela mulher com aquela falha no sorriso que você tanto gosta, aquele olhar meio abusado ou talvez até aquela boca saliente. E clichês as vezes são verdadeiros e até podem ser romanticos. Mas concordemos que na maior parte do tempo são mentiras.
Acho que no meu caso, eu me apaixonaria por alguém que soubesse discutir comigo e que entenda uma parte das minhas piadas que ficam sem entendimento. Alguém que tenha paixão por discutir, e paixão por defender aquilo em que acredita. Claro que beleza é sempre bom. Mas essa é a minha exigência em namoradas, na verdade acho que alguma que não seja assim não me aguentaria por muito tempo. Pelo menos é o que dizem minhas amigas.
Para finalizar quero falar um pouco do título. O título é uma parte da música “Love Of My Life” do Queen e me faz lembrar da enorme quantidade de divórcios. Divorciar-se não é algo horrível, as vezes não dá certo, nada é pra sempre. Mas você sempre tem que levar em conta uma coisa, essa pessoa te ama tanto quanto você ama ela? Não tem nada pior do que um coração partido. E não tem nada pior do que desejar, nem que seja por segundos, apagar tudo aquilo que você viveu com outra pessoa. Ainda mais quando durante todo esse tempo vivido, as coisas estavam perfeitas para você.
janeiro 7, 2009
Posted by henriqeu under
Reflexões Leave a Comment
O sentimento de invencibilidade que a adolescencia lhe fornece é sempre comentado por mais velhos. Eles comentam que com o tempo, esse sentimento desaparece. Que você percebe que tem coisas à perder e que essas coisas tornam-se mais importantes do que fazer loucuras que criam histórias que serão contadas durante anos. Eu amo esse meu sentimento. Eu não quero perde-lo, mesmo tendo a certeza de que será necessário e inevitável. Essa é uma daquelas coisas que perdemos pra melhor ou pra pior e disso não podemos ter certeza. Voltando ao sentimento de invencibilidade, é difícil beber até cair quando ao voltar pra casa tem de encarar mulher e dois filhos, ou entrar em uma briga quando sabe que seus adversários podem ser mais do que simples marmanjos querendo liberar um pouco de testosterona e que o final não pode ser tão bom quanto sentados na calçada da casa de um amigo contando hematomas.
O problema é. Eu quero ter filhos. Eu quero ter uma família. Mas eu não quero perder isso, eu não quero deixar de chegar em casa com a luz da manhã machucando os olhos. E uma coisa prometo: Vou me manter um muleque invencível pelo tempo que puder. Minha vida não está uma loucura como foram anos atrás. Meus amigos começam a dar sinais de que estão mais cuidadosos, trabalhando e namorando sério. Levando a vida como nem eles achariam que estariam nesse momento da vida. Ainda tenho esperanças de que as coisam voltaram a ser como eram. E de que teremos pelo menos mais uns cinco anos de perfeita loucura. Não quero ser patético ao extremo quando chegar aos 80 e não ter histórias para contar aos meus netos não é?
janeiro 1, 2009
No post sobre minhas metas para 2009 comentei que minha virada de ano seria em casa fumando um charuto e bebendo uma cerveja importada. Sozinho. Disse até os motivos. Expliquei que acreditava que essa seria a maneira certa de acabar um ano tão ruím como o de 2008.
No aniversário de um amigo meu e sua irmã, alguns dias antes do último do ano, resolvemos o que fazer. Iriamos outra vez para Guarapari. Mas dessa vez iriamos de uma maneira mais aventureira. Acho que aventureira é uma palavra muito forte, que pode soar como se fosse algo que nunca tinhamos feito. Acho que a maneira certa de dizer seria independente. Por que toda virada de ano que passamos em guarapari temos muito dinheiro e lugar pra ficar, e ficavamos pelo menos quatro dias. Desta vez, com menos dinheiro e sem lugar pra ficar. Fomos com o carro da minha família e voltamos na madrugada do primeiro dia. Madrugada eu digo as 06 da manhã.
Ter o que reclamar, todos vão ter, sempre! Mas vamos nos focar no lado bom dessa véspera.
Apesar de não termos combinado nada, encontramo-nos praticamente todos em Guarapari. Quem disse que iria e quem disse que não iria.
A queima de fogos não foi muito diferente do ano passado, à não ser pela ótima surpresa que tivemos com o apagão total das luzes da orla da praia, deixou o ambiente muito bonito.
As mulheres, owwww as mulheres. Guarapari cada vez mais cresce em beleza. As mineiras ajudam muito.
Enfim, foi bom. Melhor do que poderia ser. Vamos esperar que a de 2009 seja ainda melhor. Na verdade, vamos esperar que 2009 inteiro seja ainda melhor, o que não vai ser muito difícil. Já estou com os planos que logo logo irei divulgar por aqui.
Acabo agora com um poema de Carlos Drummond de Andrade.
Tempo
Quem teve a idéia
de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial,
industrializou a esperança,
fazendo-a funcionar
no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação
e tudo começa outra vez, com outro número
e outra vontade de acreditar
que daqui por diante vai ser diferente.
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Tenha um ótimo novo ano.